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Afinal, por que o olhar do detetive é diferenciado?

Dentro da sociedade ainda há uma idealização muito forte sobre ‘’o que é ser detetive’’ e muitas pessoas não tem uma real noção de todas as habilidades deste profissional.

Para ser um detetive, de fato, é preciso aprimorar uma série de habilidades, mas uma das principais e que pode fazer toda a diferença é o olhar do detetive.

Podemos falar sobre instrumentos que podem auxiliar e até mesmo no uso da tecnologia, mas nada se mostra tão eficaz, como um bom olhar que pode ser complementado com outros dados.

Mas qual o grande diferencial do olhar do detetiveDescubra em nosso artigo de hoje.

O olhar do detetive

O olhar do detetive é diferenciado porque ele nunca vê apenas o que está na cena, ele consegue ir além.

Por exemplo, o olhar do detetive vê aspectos inconscientes e até mesmo não – verbais, é um olhar mais apurado, um olhar que carrega consigo prática e técnica.

A técnica de observação é importante e, é ela que ajuda nesse olhar diferenciado, por isso nenhum detalhe passa despercebido pelo detetive e isso acaba auxiliando no desfecho de cada caso.

Por exemplo, o detetive ao ver uma situação de longe consegue perceber se a pessoa está confortável naquela cena, se está nervosa, se mostra intimidade com a outra pessoa que a está acompanhando, ou se é o primeiro contato.

Cada desfecho desse pode ter um resultado diferente para o caso e pode ir de encontro com outras provas que o detetive já tem consigo. O olhar do detetive pode até mesmo identificar um estado de humor, por exemplo.

O trabalho não é feito somente no campo presencial, muitas vezes o detetive coloca o seu olhar em prática nas redes sociais, por exemplo, algo que também fornece muitas informações.

O grande segredo é sempre tentar ir além do que se vê, como mencionamos. Criação de teorias e hipóteses a partir de tudo que foi visto, também faz parte do trabalho de detetive.

Como desenvolver o olhar do detetive

Acreditamos que a prática de fato ajuda a desenvolver o tal olhar do detetive, afinal, o profissional fica mais atento a cada detalhe, tem mais base para criação de teorias e também aprende a ser cada vez mais discreto (o que ajuda em todo esse processo).

Mas, como você vai conferir em diversos artigos por aqui, nós sempre somos a favor do profissional se especializar, estudar, ler, realizar cursos e o olhar do detetive pode ser aprimorado por tudo isso.

Como foi citado anteriormente, o grande diferencial é conseguir captar aspectos inconscientes, que acabam vindo à tona em comportamentos e também aspectos não verbais, como a forma de sentar, de se mexer durante um evento, como olha para o outro, entre outros detalhes.

Há um mundo por trás de cada um desses temas, por isso é importante que o profissional tenha em mente a importância de ir mergulhando em cada um, já que não há ferramenta mais importante para o detetive, do que suas próprias habilidades.

olhar do detetive é mais do que detalhado e o profissional é muito mais do que uma pessoa observadora. Claro que se você já tem uma personalidade com essas características, pode ficar um pouco mais fácil mergulhar nesse mundo.

Mas ainda sim, é preciso pensar em maneiras de treinar a habilidade e aprender cada vez mais. Qualquer pessoa pode ser detetive, desde que esteja disposto a aprender e seguir a ética da profissão.

Em resumo, o olhar do detetive é diferenciado porque ele vai estar sempre além do que se passa realmente na cena e acredite, é isso que faz toda a diferença.

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A coleta de evidências pelo detetive profissional

Uma técnica muito importante no exercício da profissão de detetive particular é a obtenção de informações e material através da colaboração espontânea de terceiros.

Em um caso recente conduzido por este profissional, a cliente de elevada idade, me contratou através da sua advogada, pois havia sido vítima de uma extorsão. Ao tentar registrar a ocorrência na Delegacia Policial da área, realmente não haviam informações suficientes para que pudesse ser iniciada uma investigação policial, ou seja, ser instaurado o inquérito, pois a cliente estava sozinha quando os fatos ocorreram.

Diante dos fatos ocorridos os quais ela me narrou, passei a refazer o caminho por onde ela passou, desde a sua residência até o local onde a mesma entregou os valores aos dois elementos de moto, que devido ter ficado muito nervosa na noite da extorsão, a cliente não lembrava de maiores detalhes. Ao percorrer a rua, verifiquei que uma drogaria possuía uma câmera de monitoramento; pedi para falar com o gerente, expliquei a situação e solicitei se ele poderia me fornecer as imagens. O gerente me informou que a câmera apenas era para inibir, não funcionava. Então continuei diligenciando; observei que havia uma banca de jornais próxima ao local do encontro entre a cliente e os suspeitos. Perguntei ao jornaleiro se ele havia visto algo na noite dos fatos, descrevi a vestimenta da cliente (estava de camisola, face ao desespero) e o jornaleiro se recordou de uma “velhinha”, que ficou um tempo em frente a banca e depois foi sentido a padaria. Neste momento, percebi que as peças do quebra-cabeças estavam perto de se encaixarem: pela localização que a cliente me informou que tinha encontrado com o motociclista e o outro na garupa, estava no campo de visão da confeitaria. Pedi para falar também com o gerente e solicitei se ele poderia fornecer as imagens; bem cordial, ele me disse que era só eu levar um DVD que ele gravaria uma cópia.

Voltei no dia seguinte, resgatei as imagens e quando abri o arquivo, no horário aproximado que a cliente se recordava, lá estava a moto com os dois elementos, a placa visível e ainda a cliente entregando um envelope para eles (o conteúdo era dinheiro); meu trabalho estava terminando… elaborei o Relatório instruído, sobretudo com o DVD e entreguei a advogada, e esta agiu as medidas criminais. Caso encerrado.

Dentro dos limites da investigação particular e das legislações vigentes, o investigador particular desempenha papel de grande relevância na sociedade, desvendando casos que inúmeras vezes estariam sem solução.

Autor: Detetive e Perito Marcelo Carneiro

Fonte: http://meucarowatson.com/coleta-de-evidencias-pelo-detetive-profissional/

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O que Sherlock Holmes pode te ensinar sobre o pensamento lógico?

A história de Sherlock Holmes

Sherlock Holmes foi criado pelo escritor e médico Sir Arthur Conan Doyle. Ambientado no final do século XIX e início do século XX, Sherlock aparece pela primeira vez na história “Um estudo em Vermelho”, em 1887, publicada na revista Beeton’s Christmas Annual. Carismático e astuto, Holmes logo se tornou um sucesso pelo método científico e por sua capacidade para desvendar crimes aparentemente insolúveis.

Ao todo, são 56 contos e 4 romances. Muitas destas histórias são relatadas por Dr. Watson, fiel escudeiro e colega de quarto do detetive.

O pensamento lógico e a ciência da dedução em Sherlock Holmes

Sherlock encara os desafios como um jogo e, talvez por ter tanto entusiasmo pela resolução de casos, frequentemente era visto como um psicopata, invasivo e insensível, aspecto bem demonstrado pela série de Steven Moffat.

Porém, por maior que fosse a obsessão de Holmes pela resolução de problemas, todo o processo de investigação era guiado pela “Ciência da Dedução”, que ele explica entusiasmado ao longo das séries. “A detecção é, ou deveria ser, uma ciência exata”.

O sistema utilizado por Holmes foi aperfeiçoado ao longo de sua carreira e era baseado em 3 princípios básicos: a observação, a dedução e o conhecimento. Vamos desdobrar as etapas do raciocínio do detetive mais querido em todo o mundo e aproveitar algumas dicas para a rotina de estudos? Venha conosco!

Observação

Durante toda a saga, Sherlock Holmes explica ao seu fiel companheiro Dr. Watson a importância da observação de pequenos detalhes. “As coisas aparentemente mais insignificantes são as de maior importância”.

Tanto nas séries de TV quanto nos livros, as cenas em que Sherlock observa os detalhes das cenas do crime são instigantes. No episódio “A Study in Pink”, da série dirigida por Moffat e Gatiss, por exemplo, Sherlock observa no corpo de uma mulher que ela é canhota, o casaco dela está molhado, e que todas as suas joias estão gastas, exceto o anel de casamento. A partir disso, ele deduz que ela retira a aliança com frequência por ter um casamento infeliz. Como o casaco da senhora estava molhado e não havia chovido em Londres, Sherlock observa, a partir de um aplicativo de previsão do tempo, que a mulher havia partido de Cardiff, onde chovia. As marcas na panturrilha e nas mãos indicavam que a mulher segurava uma mala de rodinhas, perdida em meio à investigação.

Na resolução diária de problemas, alie a visão global à observação de itens que poderiam passar despercebidos. Detalhes ocultados por uma má interpretação de texto podem criar obstáculos para que a solução do problema seja encontrada.

Dedução

Com base na observação cuidadosa das pistas e das evidências captadas na cena do crime, Sherlock Holmes formulava hipóteses e teorias sobre as vítimas, as circunstâncias do crime e os algozes. “É da maior importância, na arte da dedução, saber distinguir, dentre os vários fatos, quais são os de vital importância”, afirma o detetive.

Depois de coletar todas as pistas e os dados, Sherlock os colocava lado a lado e os analisava em conjunto. Assim, ele pretendia “se aproximar do caso com a mente completamente clara, o que é sempre uma vantagem”. Dessa forma, o detetive achava um erro tirar conclusões precoces diante dos dados. Afinal, pré-conceitos podem ser distorcidos para se encaixar em algumas teorias. Por isso, é tão importante mudar o ponto de vista, de forma a enxergar o problema de diferentes maneiras.

Em seus estudos, busque identificar e organizar os dados e informações para compreendê-los bem. No entanto, quando sua mente estiver cansada, se permita um descanso. Assim, mudar a sua perspectiva e estabelecer relações entre as informações que você possui fica bem mais fácil.

Conhecimento

Por volta de 1878, quando Sherlock Holmes iniciou sua carreira como detetive consultor, ele se deu conta de seus lapsos de conhecimento dos fatos, levando-o a falhas nas investigações. Por isso, Holmes passou a coletar informações variadas.

Quando conheceu Dr. Watson, em 1881, Sherlock era visto como um dos homens mais bem informados de seu tempo, além de ter uma grande capacidade para retenção dos fatos.

Em “A Juba do Leão”, o detetive escreve: “Possuo um vasto acervo de conhecimentos incomuns, que não seguem normas científicas, mas que são muito úteis aos propósitos do meu trabalho”. Este aspecto é muito bem explorado nos filmes de 2009 e de 2011, dirigidos por Guy Ritchie com Robert Downey Jr. no papel de Holmes. Com uma face mais travessa, o Sherlock de Downey Jy. explora diversas formas de disfarce, de desarmar seus inimigos, proteger seus aliados e tipos de armas. Se você gosta de ação, vale a pena conferir!

A lição desta terceira etapa do “raciocínio sherlockiano” é que você deve explorar a sua área de conhecimento com curiosidade e interesse. Anote informações importantes, atualize-se por meio de artigos na internet, leia os livros de referência, busque conhecer os maiores autores e formas de compartilhar o que você sabe. Grupos de estudo ajudarão você a encontrar Watsons e outros fieis escudeiros para suas pesquisas e descobertas!

Quero conhecer Sherlock Holmes.

Por onde começar?

O cânone sherlockiano é composto por quatro romances e 56 histórias. Veja a lista aqui. No site Domínio Público, você pode ler as obras em inglês e em espanhol. Além disso, hoje já existem inúmeras publicações com as aventuras do detetive a preços acessíveis.

Você também pode conferir a série dirigida por Steven Moffat e Mark Gatiss, protagonizada por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman. A série da BBC é celebrada por ser fiel ao cânone de Sir Conan Doyle e por acrescentar um toque moderno às aventuras de Holmes e Watson, que se passam nos dias de hoje e são carregadas de bom humor.

A parceria deu tão certo que os atores repetiram a dobradinha em “O Hobbit — A Desolação de Smaug” (Peter Jackson, 2013), em que Freeman interpretou Bilbo e Cumberbatch faz uma impressionante atuação em motion-capture no papel do dragão Smaug. Veja o vídeo aqui!

E você, tem alguma aventura favorita de Sherlock Holmes que deixamos de citar por aqui? Vai aproveitar as aventuras do detetive para aprimorar o seu pensamento lógico? Não deixe de ler também aqui no blog: “O detetive e a perspicácia na arte da investigação“.

Fonte: Blog Meu caro Watson

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A colaboração do detetive particular na investigação defensiva

O Conselho Federal da OAB- Ordem dos Advogados do Brasil, emitiu Resolução no dia 11 de Dezembro de 2018, a respeito da atuação do Advogado na Investigação Defensiva, com base no que foi decidido nos autos da Proposição nº 49.0000.2017.009603-0/COP.

Vejamos o conceito de investigação defensiva: Art. 1° Compreende-se por investigação defensiva o complexo de atividades de natureza investigatória desenvolvido pelo advogado, em qualquer fase da persecução penal, procedimento ou grau de jurisdição, visando à obtenção de elementos de prova destinados à constituição de acervo probatório lícito, para a tutela de direitos de seu constituinte.

E ainda: Art. 3º parágrafo único: A atividade de investigação defensiva do advogado inclui a realização de diligências investigatórias visando à obtenção de elementos destinados à produção de prova para o oferecimento de queixa, principal ou subsidiária.

De suma relevância na Nobre Resolução para a classe dos Detetives Particulares do Brasil, foi a previsão do profissional da investigação privada colaborar com o advogado na investigação defensiva, reconhecendo a importância do investigador privado. Passemos a analisar os artigos abaixo:

Art. 4° Poderá o advogado, na condução da investigação defensiva, promover diretamente todas as diligências investigatórias necessárias ao esclarecimento do fato, em especial a colheita de depoimentos, pesquisa e obtenção de dados e informações disponíveis em órgãos públicos ou privados, determinar a elaboração de laudos e exames periciais, e realizar reconstituições, ressalvadas as hipóteses de reserva de jurisdição.

Parágrafo único. Na realização da investigação defensiva, o advogado poderá valer-se de colaboradores, como detetives particulares, peritos, técnicos e auxiliares de trabalhos de campo. (grifos nossos)

Art. 5° Durante a realização da investigação, o advogado deve preservar o sigilo das informações colhidas, a dignidade, privacidade, intimidade e demais direito e garantias individuais das pessoas envolvidas.

Art. 6° O advogado e outros profissionais que prestarem assistência na investigação não têm o dever de informar à autoridade competente os fatos investigados. (grifos nossos)

Parágrafo único. Eventual comunicação e publicidade do resultado da investigação exigirão expressa autorização do constituinte.

O Estatuto da OAB é uma lei estaturária federal e a resolução foi emitida com base no art. 54, V, da Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994.

Façamos agora uma análise com o Art. 5º e parárafo único, da Lei Federal 13.432/17, chamada a Lei do Detetive, a qual descreve que o detetive particular pode atuar como colaborador da investigação policial em curso, desde que expressamente autorizado pelo contratante e através do aceite do Delegado de Polícia. No entanto, essa previsão legal é para investigações policiais em curso e o detetive contratado pela vítima, autor do fato ou indiciado, não pelo advogado. Interpretando fielmente a Resolução do Conselho Federal da OAB, o detetive contratado pelo advogado, para colaborar com o mesmo na investigação defensiva, pode atuar sem a necessidade de autorização expressa do contratante e do aceite da Autoridade Policial, por uma questão cristalina: O DETETIVE ESTARÁ ATUANDO COMO COLABORADOR DO ADVOGADO NA INVESTIGAÇÃO DEFENSIVA E NÃO DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL EM CURSO, E ENCONTRA-SE AMPARADO PELO ART. 4º PARÁGRAFO ÚNICO, BEM COMO DEVERÁ SEGUIR O DISPOSTO NO ART. 6º, TODOS DA RESOLUÇÃO, uma vez que o advogado possui a prerrogativa do sigilo profissional/cliente, assim como o detetive particular.

É indispensável que o detetive profissional tenha conhecimento da diferença de atuação na investigação policial em curso, nos aspectos do Art. 27 do CPP (MP) e da investigação defensiva, para exercer a profissão com licitude e livremente em todo o território nacional, sempre colaborando como Coletor da Verdade.

Autor: Detetive e Perito Marcelo Carneiro

Fonte: Blog Meu caro Watson

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